terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Chega


É, pelo visto o pessimismo fez mais sucesso.
Sendo assim, lanço-lhes este sobre a ferida cotidiana. Vejamos quem gosta.

A bien tôt.


Chega (Pedro Villardi)


Sozinho,
Como me sinto agora,
Nada interfere nessa solidão,
Que lateja como uma ferida recém aberta.

Sóbrio,
Mas esse esclarecimento me assusta,
Enquanto o torpor matinal me alucina.
Minha fortaleza de papel desmoronou!

Cansado,
Meu combustível já queimou
Toda motivação que se alternava
Com o aquele receio
Vaga no meu vazio incessante.

Pronto, chega!
Não vale mais a pena.

2 Comments:

Blogger Pedro H. Martins Palqueou...

Cara, adorei seu blog! Gostei das poesias e também da "contextualização" delas hahahah. Tava faltando mesmo um blog de poesia lá nos meus links.
Abração!!

5:54 PM  
Blogger tatiana 24a puc Palqueou...

Adorei esse!

Exatamente o que estou sentindo nesse natal, chato... (não gosto de natal).

Estou lendo um livro... que, de certa forma, me fez lembrar você e os seus poemas. Olha que lindo:

"Os poetas são legisladores não reconhecidos pela humanidade. (...) Legisladores não reconhecidos pela humanidade. Pensem no que isso significa. Significa que somos perigosos (...)"


e mais (coisa com a qual não poderia concordar mais):

" Não se enganem [disse Robert Frost]:uma verdadeira obra literária é coisa perigosa. Pode mudar a sua vida"!

ah! Qual é o livro? "Meus dias de escritor"; Tobias Wolff.

só para pensar...

Beijos!

3:22 PM  

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