Chega
É, pelo visto o pessimismo fez mais sucesso.
Sendo assim, lanço-lhes este sobre a ferida cotidiana. Vejamos quem gosta.
A bien tôt.
Chega (Pedro Villardi)

Sozinho,
Como me sinto agora,
Nada interfere nessa solidão,
Que lateja como uma ferida recém aberta.
Sóbrio,
Mas esse esclarecimento me assusta,
Enquanto o torpor matinal me alucina.
Minha fortaleza de papel desmoronou!
Cansado,
Meu combustível já queimou
Toda motivação que se alternava
Com o aquele receio
Vaga no meu vazio incessante.
Pronto, chega!
Não vale mais a pena.


Cara, adorei seu blog! Gostei das poesias e também da "contextualização" delas hahahah. Tava faltando mesmo um blog de poesia lá nos meus links.
Abração!!
Adorei esse!
Exatamente o que estou sentindo nesse natal, chato... (não gosto de natal).
Estou lendo um livro... que, de certa forma, me fez lembrar você e os seus poemas. Olha que lindo:
"Os poetas são legisladores não reconhecidos pela humanidade. (...) Legisladores não reconhecidos pela humanidade. Pensem no que isso significa. Significa que somos perigosos (...)"
e mais (coisa com a qual não poderia concordar mais):
" Não se enganem [disse Robert Frost]:uma verdadeira obra literária é coisa perigosa. Pode mudar a sua vida"!
ah! Qual é o livro? "Meus dias de escritor"; Tobias Wolff.
só para pensar...
Beijos!