sábado, 20 de janeiro de 2007

Somos tu e eu...

Agora, há espaço para mim.
Tu e Eu (Pedro Villardi)

Como um longo suspiro
Que esvazia os pulmões
E nos torna mais leve que o ar
Como uma palavra doce
Dita baixinho no seu ouvido
Que te faz fechar os olhos
E virar para me beijar
Como uma felicidade inundante
Que nos leva ao verde do mar
Como um carinho suave
Que nos faz lembrar, lembrar, lembrar...
Somos tu e eu, amor meu.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Esse não sou eu.

Hoje não há espaço para mim.


O Outro (Pedro Villardi)


Esse não sou eu.
Não me reconheço quando estou frente a frente comigo
Minha imagem parece ser a alguém que não se importa
Só há uma certeza: meu coração parou.

Disseste que me queria ver morto
Mas isso não foi dito para mim
Foi dito para o outro: repito, aquele não sou eu.
Se sou, não quero mais ser.

Quero transcender e buscar o amor que te preencha
Buscar você outra vez – essa não é você.

Meus olhos não se movem mais
São apenas mais duas falhas no meu ser incompleto
São somente mais uma parte que recuso em mim mesmo.

Minha boca não fala.
Minha boca só quer calar, e creio ser melhor assim
Qualquer sílaba proferida será como um tiro no meu outro.

Minha voz, agora não é.
Minha força máxima de expressão não canta mais
Não porque não pode, porque não quer.
Somente silencia e mata.

Meus ouvidos, no entanto, são os meus
Absorvem todo o absurdo concreto
Tentam se fechar, mas a verdade rasga e penetra

Dentro de mim, encontra uma luta interna
Encontra o eu contra o outro.
Percebe, louca, que não haverá um vencedor
Só um sairá derrotado
Dessa forma, me perco.

Me encontrar exigirá de mim uma força desumana
Não há problema, já fui desumano uma vez: não fui eu.
Não quis ser eu. Porém não lutei.

Sinto de novo a luta em mim: quero viver
Sendo eu quem eu sou – e não o outro

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Sou, apenas sou.

Escrito ontem, esse aqui me parece verde e, na verdade, diz sobre uma pessoa que aos poucos foi se tornando, para mim, ela. Adoro-te.

A bien tôt.




Sou (Pedro Villardi)

Gosto de pensar que não sou normal
Que a realidade é apenas um devaneio
Que o que vivemos só depende de nós.

Gosto de ver que o que vejo não é visto
Que vidros para enxergar não fazem mais efeito
Eu vejo o que eu quero.

Gosto de saber que o que sei, poucos sabem
E essa arrogância não me incomoda.
Me completa, me preenche – essa sou eu

Gosto de lembrar que minha astúcia me mantém viva
Que meus sonhos me movem, que me arrastem
Que minha vontade é constante, embora ela se esconda

Gosto de saber que gosto de poucos
Que para os outros, não sou eu
E que para os poucos sou, apenas sou.

Mas, na verdade, eu gosto de pensar.