terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

E é o fim, e é o fim.

E quando? E quando? Não sei.





Do Fim.




E quando se tem certeza de algo impossivel,
A ponto de se esconder as evidencias mais claras?
E quando o impossível se torna realidade,
Fazendo tudo perder o sentido?

E quando se sonha tanto,
Que o agora se confunde com o nunca?

Perdemos a razão
Buscando nossos erros nunca cometidos.
Perdemos a coragem
Por causa de medos nunca esquecidos.

Muitas vezes te falei para não correr,
Quantas vezes te falei para ficar?
O medo corroeu suas certezas
Você nunca estava onde queria estar

A febre da felicidade entre nós,
Te faz esquecer um passado de enganos.
Mas, as vezes, só no fim
-Será que alguma coisa acaba?

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sábado, 24 de fevereiro de 2007

Certo


E o espírito gauche vem novamente atrás de mim.

A bien tôt.


Certo


Nada por fazer,
E a ansiedade me corrompe a lucidez.
Fico sem pensar em nada,
Sem pensar em ninguém, desnorteado.

Procuro por alguém, me procuro em você.
Mas não, me perco de novo,
Toda vez que me acho

Então começo a buscar o que um dia perdi,
Começo a correr sem sair do lugar,
Me sinto muito longe sem poder falar: Não estou aqui.

Saio do espelho: esse não sou eu,
Me sinto errado, fora de qualquer realidade fatal.
Mexo nos ponteiros sem que o relógio esteja errado,
Talvez eu devesse me acertar.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O início, o fim e o meio...

Perhaps...

Rita Lee e Camila Pontual diriam que sim. Lembro do abacaxi.

A bien tôt.

Totalismos

Sou fraco e largo
Como a faca que perfura
E mata.
Dilacera os sentimentos mais profundos
Sou longo e pra sempre
Como o relógio que não atrasa
Como a espera que não acaba.
Sou feio e mal-amado
Quero fugir e ficar
Mas pra onde quer que eu fuja
Eu fico – quando fico, morro aos poucos.
Se fico, não fico, não sou.
Ando intermitentemente: a espera
Angústia! Eu levo a ansiedade
E mato a espera, eu curo a ferida!
Sou leve brisa, sou
Perfeito como as fadas
Sou anacrônico e eterno
Sou como deus – sou uma luta interna
Sou o limite, sou o máximo
Sou o fim. Sou eu o fim em mim mesmo.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Quero

Um tempo sem escrever. Como diria alguém, falta do ócio criativo. Deliciem-se com a rebeldia.

A bien tôt.

Quero (Pedro Villardi)

Vou reinventar minha casa
Derrubar as portas
E queimar as paredes:
Quero viver sem limites
Quero gritar e ser ouvido
Quero que me escutem sussurrar
Quero que madrugada durma comigo
Como uma amante de uma noite só

Quero que o dia me invada
Que me lance contra o mundo
Sem respeito, ou pudor.
Quero ser pleno.

E da minha plenitude desvairada
Vou tirar meu sustento
Alimentar a criatividade
Acabar com tudo que me cansa

Quero que me chamem de louco
Quero que me chamem,
Que me busquem, aos poucos
Quero que me queiram, que me queiram!

Vou reinventar minha vida
Quebrar as correntes e falar
Quero pensar e ser compreendido
Até que a minha voz acabe