terça-feira, 3 de julho de 2007

As sobras...

A despeito do que muitos possam vir a pensar, não é auto-biográfico.

A bien tôt.


Sujo.

E sucumbindo ao cansaço
Saiu pela porta.
Ela, por sua vez, protestou.
Prometeu o mundo e algo mais.
Mas o cansaço venceu.

No segundo seguinte
Nada restou dele, no quarto
A não ser o cheiro e a lembrança
Para ela, ficaram as sobras

O que ele deixou foi pouco. Nada.
Um cheiro, uma incerteza.
A garrafa de vinho tinto. Vazia
Dois cigarros apagados no cinzeiro. Sujo.

Ela deitou no mesmo sofá
E colocou junto ao peito
Os versos que ele lhe escrevera
Ainda tinha a esperança
De que aquilo pudesse embalar seu sono.

Porém, não dormiu.
Pelo menos pensou assim.
E recusou todos os dias seguintes.

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