Bate mais!
À bien tôt.

Ela é uma brisa.
Que passa
Lava meu rosto
Leva meu riso
Logo eu
Eu que era
De riso fácil
Dona da alegria
Devastadora
Escancarada
Em verdes
Folhas cinzas
Verdes cinzas
Farfalhantes
Ela, agora, é ventania
Não deixa nada em mim
Tudo que me toca
Me leva.
E tudo o que me deixa
Me tem.
E, como recomeço,
O que me sobra
É rigidez molhada
É ternura de pedra
É o chão
Duro e frio
Onde o sol não
Bate mais.
Bate mais!
p. villardi
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