terça-feira, 3 de julho de 2007

As sobras...

A despeito do que muitos possam vir a pensar, não é auto-biográfico.

A bien tôt.


Sujo.

E sucumbindo ao cansaço
Saiu pela porta.
Ela, por sua vez, protestou.
Prometeu o mundo e algo mais.
Mas o cansaço venceu.

No segundo seguinte
Nada restou dele, no quarto
A não ser o cheiro e a lembrança
Para ela, ficaram as sobras

O que ele deixou foi pouco. Nada.
Um cheiro, uma incerteza.
A garrafa de vinho tinto. Vazia
Dois cigarros apagados no cinzeiro. Sujo.

Ela deitou no mesmo sofá
E colocou junto ao peito
Os versos que ele lhe escrevera
Ainda tinha a esperança
De que aquilo pudesse embalar seu sono.

Porém, não dormiu.
Pelo menos pensou assim.
E recusou todos os dias seguintes.

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4 Comments:

Blogger Unknown Palqueou...

É por isso que eu não simpatizo com artistas de obra muito "auto-biográfica", perde um pouco a mágia, pode até soar mentiroso às vezes heheh. Nesse tipo de poema é legal o mistério que fica no ar, a cargo do leitor imaginar o que quiser (o que quiser mesmo!). Gostei. Depois passe lá no blog. Abração!

8:59 PM  
Anonymous Anônimo Palqueou...

Em qual palco você se sai melhor? Difícil dizer .. Mas enfim, poesia autobiográfica perde a graça! Bom mesmo é poder inventar..

beijo Pê !

9:23 PM  
Blogger Letícia Palqueou...

eu amei esse poema, você sabe (x

5:18 PM  
Blogger Unknown Palqueou...

Fala rapaz! Queremos post novo! Atualizei o meu hoje (06/08). Abraço!

2:52 PM  

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