As sobras...
A despeito do que muitos possam vir a pensar, não é auto-biográfico.
A bien tôt.
Sujo.
E sucumbindo ao cansaço
Saiu pela porta.
Ela, por sua vez, protestou.
Prometeu o mundo e algo mais.
Mas o cansaço venceu.
No segundo seguinte
Nada restou dele, no quarto
A não ser o cheiro e a lembrança
Para ela, ficaram as sobras
O que ele deixou foi pouco. Nada.
Um cheiro, uma incerteza.
A garrafa de vinho tinto. Vazia
Dois cigarros apagados no cinzeiro. Sujo.
Ela deitou no mesmo sofá
E colocou junto ao peito
Os versos que ele lhe escrevera
Ainda tinha a esperança
De que aquilo pudesse embalar seu sono.
Porém, não dormiu.
Pelo menos pensou assim.
E recusou todos os dias seguintes.
A bien tôt.
Sujo.
E sucumbindo ao cansaço
Saiu pela porta.
Ela, por sua vez, protestou.
Prometeu o mundo e algo mais.
Mas o cansaço venceu.
No segundo seguinte
Nada restou dele, no quarto
A não ser o cheiro e a lembrança
Para ela, ficaram as sobras
O que ele deixou foi pouco. Nada.
Um cheiro, uma incerteza.
A garrafa de vinho tinto. Vazia
Dois cigarros apagados no cinzeiro. Sujo.
Ela deitou no mesmo sofá
E colocou junto ao peito
Os versos que ele lhe escrevera
Ainda tinha a esperança
De que aquilo pudesse embalar seu sono.
Porém, não dormiu.
Pelo menos pensou assim.
E recusou todos os dias seguintes.
Marcadores: Sujo

É por isso que eu não simpatizo com artistas de obra muito "auto-biográfica", perde um pouco a mágia, pode até soar mentiroso às vezes heheh. Nesse tipo de poema é legal o mistério que fica no ar, a cargo do leitor imaginar o que quiser (o que quiser mesmo!). Gostei. Depois passe lá no blog. Abração!
Em qual palco você se sai melhor? Difícil dizer .. Mas enfim, poesia autobiográfica perde a graça! Bom mesmo é poder inventar..
beijo Pê !
eu amei esse poema, você sabe (x
Fala rapaz! Queremos post novo! Atualizei o meu hoje (06/08). Abraço!