Bate mais!
De um desenho, de uma ex-futura internacionalista, para uma viajante, enfrentando geadas insólitas de um outono preguiçoso que saiu de férias antes da hora.
À bien tôt.

Ela é uma brisa.
Que passa
Lava meu rosto
Leva meu riso
Logo eu
Eu que era
De riso fácil
Dona da alegria
Devastadora
Escancarada
Em verdes
Folhas cinzas
Verdes cinzas
Farfalhantes
Ela, agora, é ventania
Não deixa nada em mim
Tudo que me toca
Me leva.
E tudo o que me deixa
Me tem.
E, como recomeço,
O que me sobra
É rigidez molhada
É ternura de pedra
É o chão
Duro e frio
Onde o sol não
Bate mais.
Bate mais!
p. villardi
À bien tôt.

Ela é uma brisa.
Que passa
Lava meu rosto
Leva meu riso
Logo eu
Eu que era
De riso fácil
Dona da alegria
Devastadora
Escancarada
Em verdes
Folhas cinzas
Verdes cinzas
Farfalhantes
Ela, agora, é ventania
Não deixa nada em mim
Tudo que me toca
Me leva.
E tudo o que me deixa
Me tem.
E, como recomeço,
O que me sobra
É rigidez molhada
É ternura de pedra
É o chão
Duro e frio
Onde o sol não
Bate mais.
Bate mais!
p. villardi
Marcadores: outono

Bondade sua, Villardi.
Que bom que vc voltou! O poema segue o nível dos outros, muito bom. O melhor é o mistério que cerca tudo isso aí.. Abraço!
Esse poema já virou música? Aproveito pra dizer que meu blog também está de volta! Beijos e passa lá!
Bela peça de poesia com que fui brindado ao entrar neste espaço. Espero que continues a iluminar-nos com outros belos poemas.
Aproveito para anunciar o espaço,
http://obliterante.blogspot.com
Experimental prose, hallucinated poetry, colective psychosis revealing texts
gostei disso.
achei nos comentários infantis do carta santa!